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Ossinhos e palitinhos de couro: faz bem ou mal?

Que atire a primeira pedra quem nunca ofereceu para seu cãozinho aqueles famosos ossinhos e palitinhos de couro, que se vê aos montes em vários tamanhos, formatos e cores por aí?


Já pararam para pensar o motivo desse “petisco” ser tão baratinho? Pois bem, vamos mostrar aqui como eles são feitos, os perigos que eles representam e os cuidados a serem tomados quando esses produtos são oferecidos.

São várias histórias realmente assustadoras que circulam nas mídias sociais relatadas por proprietários que tiveram uma triste experiência com esses produtos, que acabaram em centro cirúrgico ou até mesmo perderam seus amiguinhos por falta de conhecimento dos perigos que eles trazem! Inclusive, nas embalagens de alguns produtos fora do Brasil os consumidores até encontram avisos em letras miúdas informando que esse risco realmente existe.

O que acontece na maioria dos casos é que, conforme o animal vai mastigando o produto, eles se tornam uma massa mole, como um chiclete, que além de não trazer benefício nenhum a saúde dentária do animal, frequentemente causam afogamentos e obstruções sérias dentro do sistema digestivo deles!


Via pixabay


É importante ressaltar que os palitinhos não são subprodutos da indústria de carne, tampouco é feito de carne, mas sim um subproduto da indústria do couro, matéria prima não comestível permitida na indústria de “alimentação” animal.

Esses palitinhos, ou ossinhos de couro, são feitos da parte interna do couro do boi ou cavalos, e passam por uma série de processamentos químicos até se transformarem no produto aparentemente inofensivo que você vê nas prateleiras. Nesses processos são utilizados produtos como sulfito de sódio, uma substância tóxica que ajuda na remoção de pelos e gorduras que possam estar presentes.

Além disso, o couro muitas vezes é lavado com peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e alvejantes para que fique branquinho e sem odores desagradáveis. Para agradar aos olhos, ainda podem ser tingidos com corantes e flavorizantes artificiais como o dióxido de titânio.

Esses produtos apresentam uma validade muito, mas muito longa. Para isso, são aplicados inúmeros conservantes artificiais, e para moldar e manter os formatos desejados é utilizado cola, e pasmem, qualquer tipo de cola pode ser utilizada, não sendo necessário utilizar colas comestíveis ou atóxicas.

Via Petiko



Infelizmente o consumo desses “petiscos” ainda é muito difundido pelos tutores, portanto, caso não seja possível fugir deles, alguns cuidados devem ser tomados para evitar que o pior possa acontecer com nossos amigos:

1) Sempre supervisione o consumo, nunca ofereça quando estiver saindo de casa. Se qualquer problema acontecer, você vai estar lá para poder ajudar! Veja como fica as fezes do animal, se aparecer pedaços do palito nas fezes ou em possíveis regurgitações, o ideal é que não seja mais oferecido.

2) Separe os animais enquanto mastigam o palitinho, pois assim, eles podem relaxar e evitar competição entre eles, ou engolir grandes pedaços inteiros.

3) Retire o osso quando já estiver muito molengo, não o deixe comer até o final. Ofereça em troca um petisco mais saudável.

4) A transparência com o consumidor deve ser sempre levada em conta e valorizada. Observe o rótulo do produto, veja as informações como ingredientes, selo de fiscalização, e fuja dos produtos que contém infinitos produtos químicos e principalmente os que não tem embalagem nenhuma.

5) Fique sempre atento aos sinais que esse petisco não faz tão bem para a saúde do seu animal quanto parece, existem outras opções muito boas no mercado para saciar a vontade de roer do seu animal, como brinquedos recheados com petiscos, petiscos desidratados e até mesmo você pode fazer os ossos recreativos crus 100% naturais em casa!

Por fim, o risco de oferecer esses produtos é certamente maior do que o benefício da mastigação excessiva. A saúde dos nossos amigos vale muito mais que os centavos que custam esses petiscos sem nenhuma qualidade e valor nutricional. Da próxima vez que pensar em comprá-los, lembre-se: prevenir é sempre melhor do que remediar!



Quer saber mais? Leia sobre os mitos e verdades dos ossos recreativos Clique aqui


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Bettina Michalak

Escrito por Bettina Michalak

Médica Veterinária formada em 2010 pela PUC-PR
Especialista em Nutrologia e Higiene e Inspeção de Alimentos
Sócia Proprietária da empresa Chef di Animale

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