FIV e FeLV: Conheça as Doenças em Felinos

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FIV e FeLV: conheça as doenças em felinos, e saiba como prevenir para que seu gatinho não adquira a enfermidade característica da espécie

Quando é diagnosticado a existência da FIV e da FeLV, bem no início levamos um susto.

Para quem é apaixonado por gatos, só de pensar em perdê-los ou vê-los sofrendo já da um aperto no coração.

Mas fiquem tranquilos, há tratamentos.

FIV e FeLV: Conheça as Doenças em Felinos

Para quem nunca ouviu falar sobre FIV e FeLV, vou explicar resumidamente o que são essas doenças.

Existe o vírus da FIVImunodeficiência felina, popularmente conhecido como “Aids”

FeLV – Leucemia felina. Nenhuma das duas, infelizmente, tem cura.

Como o gato contrai a FIV?

O Vírus da FeLV pode ser transmitido através de saliva, secreções e pelo contato com fezes e urina infectada.

Gatas infectadas também podem transmitir para seus filhotes por via transplacentária ou através da amamentação.

É muito importante saber que a FIV só é transmitida de gato para gato, e não para humanos ou outros animais.

Quais os sintomas da FIV?

Febre, diarreia, gripes, infecções urinárias, anemia, feridas na boca, na pele e complicações no sistema respiratório estão entre os sintomas mais comuns.

Elas aparecem em gatos acometidos pelo vírus FIV, no entanto, o aparecimento de tais sinais varia de animal para animal.

Tudo isso pode acontecer num período de 4 a 6 semanas após o contágio.

Fonte: Pixabay

É importante saber que a FIV pode apresentar uma fase latente, onde o vírus está no organismo, mas o gato não apresenta nenhum sintoma e tem uma vida normal.

Isso acontece normalmente com gatos jovens e com um sistema imunológico competente.

Apesar disso, mesmo que não se apresente sintomas e o vírus esteja latente, o gato portador ainda é capaz de transmitir a doença a outros gatos.

Com o tempo e a idade, gatos infectados tendem a apresentar uma baixa severa da imunidade, e com isso ficam suscetíveis à doenças que podem ser fatais.

O que em gatos positivos para FIV, é bastante difícil de controlar.

Como um gato contrai a FeLV?

O Vírus da FeLV pode ser transmitido através de saliva, secreções e pelo contato com fezes e urina infectada.

Por isso, é comum o contágio entre gatos que compartilham caixinhas de areia ou potes de comida e água.

Os filhotes de gatas infectadas também podem nascer infectados por meio de contaminação transplacentária ou adquirir o vírus durante a amamentação.

Cerca de 80% dos filhotes que adquirem o vírus nestas condições morrem na fase fetal ou neonatal, e os que resistem podem manter-se em viremia persistente.

A FeLV, assim como a FIV, também só é transmitida de gato pra gato.

Quais os sintomas da FeLV?

Assim como a FIV, a FeLV também compromete a imunidade do gato, e por isso pode-se observar diversos sintomas.

Fonte: Pixabay

Como perda de peso, anemia, depressão, tumores, dificuldades respiratórias, febre, anorexia, problemas nas gengivas, problemas estomacais

…além de mucosas alteradas na região dos olhos, de órgãos como rins, baço e fígado ficarem aumentados.

O vírus da FeLV também pode permanecer no organismo por anos sem o gato manifstar nenhum sintoma, mas podendo ser transmitida.

Como saber se meu gato tem FIV ou FeLV?

Através do exame de FIV e FeLV, feito em quase todas as clínicas veterinárias.

O mais comum é o do método ELISA, que é feito através de um kit e onde o resultado sai praticamente na hora. É um exame bem simples.

Além dele, existem também outros métodos, como o PCR, mais confiável que o ELISA.

Porém, quando se fala em exame de Fiv e FeLV, existem muitas dúvidas.

Nenhum teste é 100% seguro.

E fatores como problemas durante a coleta do sangue ou a fase em que se encontra a doença no organismo do animal podem alterar o resultado dos exames.

E em alguns casos pode-se ter um resultado falso-positivo ou falso-negativo.

Outros fatores também influenciam no resultado do exame, como o tempo desde o contágio e a idade do gato.

Teste ELISA, realizado na clínica aonde realizo meus estágios
.Paciente veio a óbito, pois não resistiu aos tratamentos imediatos
(Positivo para FeLV, e Negativo para FIV)

Como é o tratamento da FIV e da FeLV?

Infelizmente, nenhuma das duas tem cura ainda.

E são duas das doenças mais temidas por quem tem gato.

Basicamente, o tratamento de ambas são focados em aumentar e controlar a imunidade dos gatos, para que não contraiam outras doenças, e também do tratamento dos sintomas.

Na FeLV, em muitos casos é recomendado a transfusão sanguínea e a quimioterapia, que podem ajudar bastante e prolongar a vida do animal.

Medicações para aumentar a imunidade e o apetite também são utilizados, assim como uma alimentação de qualidade para mantê-lo forte.

Vacinação

Inclusive, já existe uma vacina que previne a FeLV, a Quíntupla.

Ela já é bem comum nas clínicas veterinárias e já não é mais tão difícil encontrá-la.

Ela promete impedir que o gato vacinado contraia a FeLV, e é ideal para lares onde descobre-se que apenas um gato é positivo.

E para não isolá-lo dos outros, vacina-se os gatos negativos para que não contraiam.

Também é usada para gatos que vão à rua, onde as chances de se contaminar é extremamente alta.

Pessoal, volto a dizer, a melhor maneira de evitar a FIV e a FELV ainda é a vacinação!!!

Mesmo que seu gato seja criado dentro de casa é importante que mantenha a vacinação em dia!

Além disso, a castração também ajuda que ele não tenha contato com gatos de rua que possam trazer a doença!

Por isso, se você leu e chegou até aqui, quer saber como evitar que seus gatos tenham qualquer uma das duas, lá vai a dica mais importante:

MANTENHA-OS DENTRO DE CASA.

Gatos que vão pra rua, além de doenças horríveis, estão sujeitos à acidentes, a se perderem e à maldade humana.

Por isso, sim, mantenha-os dentro de casa.

E olha, sinceramente, nunca vi um único caso de um gato que foi criado sem acesso à rua e por isso morreu de depressão.

Mas já vi gato envenenado, atropelado, judiado.

E sinceramente, vale a pena o risco?

Eles sobrevivem, se adaptam, são felizes!

O mundo muda, e todos nós.

 

Isadora Hostin Cardozo

Escrito por Isadora Hostin Cardozo

Sou estudante de Medicina Veterinária na UNISOCIESC, entrei na universidade com 17 anos. Sou colunista, revista planeta Pet. E além disso, gosto de aprender coisas novas, adoro coisas que me desafiam a me tornar uma profissional melhor e aprendo fácil as novas atividades.

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